ESL ou EFL? Entenda a diferença e turbine a sua aula!

Vamos começar com as definições: ESL é a sigla para English as a Second Language, enquanto EFL significa English as a Foreign Language. Em português seria “Inglês como Segunda Língua” e “Inglês como Língua Estrangeira”, respectivamente. O “T”, quando colocado na frente desses acrônimos (TESL e TEFL), é de teaching – Teaching English as a Second Language e Teaching English as a Foreign Language

A principal distinção entre ESL e EFL é quanto ao contexto em que a língua é ensinada. No primeiro caso (ESL), o aprendiz é ensinado em um país onde a principal língua falada é o inglês. Por exemplo, um brasileiro que vai para os Estados Unidos, para a Austrália, ou para a Irlanda para aprender inglês estará exposto ao ensino de ESL. O segundo (EFL) implica que o ensino da aprendizagem do inglês ocorre num país em que a principal língua utilizada pela população não é o inglês. Um brasileiro que se matricula numa escola de idiomas no Brasil, portanto, recebe a instrução de EFL. Muitas vezes os materiais didáticos, planos de aula e recursos utilizados são os mesmos, ou muito similares. No entanto, o principal ponto não é como o ensino acontece, mas onde ele acontece.

O que isso significa na prática?

Na prática isso significa que o aluno de ESL estará naturalmente mais exposto ao inglês, uma vez que essa é a principal língua usada no país em que ele está. O inglês estará nas ruas, no ônibus, no supermercado, na televisão, nos parques – em todos os lugares. A exposição ao idioma, além de ser extremamente autêntica, pois ocorre em situações reais do cotidiano, é mais intensa e significativa. O aluno sentirá a necessidade de usar a língua em diversos momentos e ocasiões diferentes, ampliando as oportunidades de input e de output. Já, o aluno que aprende EFL, normalmente tem acesso mais restrito ao idioma, uma vez que, possivelmente, a escola representa a única oportunidade para input e output da língua.

Como isso me afeta como professor?

Se você for um professor de ESL, ou seja, se ensina inglês em um país onde a língua falada é o inglês, lembre-se de que o principal foco de seu aluno provavelmente é aprender a linguagem que ele vai precisar no seu dia a dia. Por exemplo, como pegar o metrô, como pedir ajuda a um desconhecido na rua para encontrar um endereço ou para comprar uma peça de carne no açougue. Outro aspecto bastante relevante são as questões culturais, que devem ser abordadas em sala de aula. Vale a pena promover debates sobre as diferenças culturais entre os países de origem de seus alunos, bem como ensinar explicitamente sobre valores e normas do país em que vocês estão. Isso vai ajudar seu aluno a integrar-se à comunidade com mais facilidade e ampliará seu repertório cultural. Uma última dica para professores de ESL é: lembre-se de que você é uma importante referência para ele, não só como professor, mas como cidadão do país que seu aluno escolheu estudar. Você representa a nova cultura, então tenha em mente que o que você disser e fizer provavelmente terá um impacto no seu aluno e causará algum tipo de impressão.

Agora, se você for um professor de EFL, não se preocupe, pois há várias alternativas que ajudam a ampliar as possibilidades de acesso e uso do inglês. Você precisa saber, como instrutor de inglês no Brasil, quais tipos de abordagem são necessários na sua sala de aula para maximizar a experiência de seu aluno com a língua inglesa – lembrando que, muitas vezes, a escola de idioma e o professor são as únicas fontes da língua e, portanto, as únicas referências do idioma para muitos alunos. Promova constantes oportunidades para a prática e uso da língua, especialmente oralmente – a sala de aula pode ser o único espaço onde o aluno tem essa oportunidade. Desenvolva atividades que se assemelhem ao máximo a uma situação do uso da língua num ambiente real – isso pode ser feito por meio de filmes, músicas, seriados, propagandas etc., produzidos no país onde a principal língua é o inglês. Além de proporcionar um contato de seu aluno com o tipo de inglês verdadeiramente usado no exterior, você estará ampliando seu conhecimento sobre a cultura e estimulando a sua curiosidade. A última dica, e talvez a mais importante, é para você nunca deixar de motivar seu aluno a aprender inglês. Converse sobre a importância do idioma para viagens, trabalho, socialização, estudo e tantas oportunidades e portas que podem se abrir. Aprender um idioma pode ser bastante desafiador para alguns alunos, então cabe a você ajudá-lo a trilhar o caminho.

By |2016-02-28T19:30:48+00:00fevereiro 28th, 2016|Dicas Práticas, Fundamentos, Orientações|0 Comentários

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