11: A identidade do bilíngue

Neste 11º episódio do Sproutly Podcast nós conversamos com o psicólogo Thomas Brogiollo, formado pela PUC, em São Paulo, e psicanálise pelo Instituto Sedes. Ele está cursando um mestrado em psicologia nos Estados Unidos e atualmente trabalha em uma clínica de atendimento psicológico a jovens e crianças em San Diego, California. Neste bate-papo ele fala sobre o desenvolvimento da identidade da pessoa bilíngue e a relação entre idioma e cultura.

Transcrição da dúvida da semana:

Ouvinte Elisângela: sou professora de inglês em uma escola bilíngue há 5 anos. Meus alunos têm entre seis e oito anos de idade e apresentam problemas de comportamento. Não consigo estabelecer uma rotina com eles que funcione do início até o final das minhas aulas. Eu percebo que eles ficam agitados, perdem o foco e eu acabo não conseguindo dar todo o conteúdo que eu tinha planejado. Vocês podem me ajudar?

Resposta: Olá Elisângela, obrigada por compartilhar sua dúvida. Certamente, outros profissionais que estão nos ouvindo enfrentam dificuldades semelhantes. Primeiro, é válido você fazer uma reflexão sobre o que chama de “problemas de comportamento”. Nesta idade – seis, sete e oito anos – é normal que as crianças sejam curiosas, ativas e até inquietas. O papel do professor é canalizar essa energia e promover um ambiente propício para que ocorra aprendizagem, atividades planejadas e projetos consistentes. Sugerimos que você, ao iniciar o dia com seus alunos, crie o hábito de escrever a rotina na lousa ou no projetor, junto com eles. Ao engajar seus alunos na construção da rotina, você lhes transmitirá segurança e permitirá que eles se familiarizem com a sequência de atividades. Ao terminar uma tarefa, as crianças saberão para onde devem se dirigir ou no que devem trabalhar.

Uma dica legal é você planejar algumas atividades de transição para que as crianças fiquem ocupadas entre uma atividade e outra. Deixe claro para eles que quem terminar a primeira atividade deve se sentar à mesa ou no canto da transição, onde devem esperar pelo resto da turma. Nesse espaço você pode deixar lápis e papel, livrinhos, jogos ou atividades dirigidas como caça-palavras e labirinto, ou jogos que estimulem a motricidade das crianças.

Outra ideia é você criar uma lista com os combinados da sala de aula – por exemplo, junto com os alunos, crie algumas regras de convivência e comportamento na sala de aula e no ambiente escolar. Tente não impor suas vontades e, sim, democratizar a construção desse guia com o que é e o que não é esperado deles. Ao final, peça que todos os alunos assinem essa espécie de ‘contrato pedagógico’. Combine com eles também quais serão as consequências de suas escolhas, assim, quando um aluno não cumprir algum combinado, ele saberá de antemão o que vai acontecer. Tente não surpreender o seu aluno com uma regra nova no meio do caminho – se você acha que precisa modificar a lista feita inicialmente, junte-se com os alunos e, novamente, proponha que as mudanças sejam feitas coletivamente. Esse processo democrático, e não autoritário, faz com que a criança perceba o valor da sua opinião e desejo desde cedo, estimulando sua responsabilidade. E, por fim, não se esqueça que a sala bilíngue deve ser interessante, cheia de recursos visuais e estímulos em ambas as línguas, e que as atividades e projetos propostos devem ser de interesse das crianças e devem ter um significado para elas. Crianças, quando engajadas e concentradas, tendem a dar menos trabalho. Mais uma vez, vale sempre a reflexão do professor enquanto encarregado pela manutenção do bem estar dos alunos da sala de aula e pelo interesse deles em aprender. O seu papel é fundamental! Mantenha os alunos entretidos, curiosos e motivados!

Experimente colocar em prática essas dicas e depois mande uma mensagem pra gente contando o que funcionou e o que não funcionou.

By |2018-11-23T13:15:46+00:00abril 19th, 2016|Podcast|0 Comentários

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